O impresso tem lá o seu valor...
- Lu Felix Comunicação
- 28 de jan.
- 2 min de leitura
Proprietários de bancas de jornais se adaptam ao novo perfil da clientela, se reinventam e falam sobre a importância dos jornais de bairro
“O impresso não está morrendo, mas sim se transformando. Ele está abraçando um novo papel: de objeto de valor, de veículo de curadoria profunda e de âncora física em um mundo digital cada vez mais volátil”. Esta é a percepção do executivo da Printi, Fábio Carvalho. Do seu ponto de vista, a sobrevivência dos jornais e revistas “depende menos de competir com o digital em velocidade e mais de oferecer qualidade material e uma experiência de consumo intencional”.
Para o profissional, as mídias impressas e as digitais são vistas como “complementares e não mais como concorrentes”. Ele cita como exemplo o fato de que muitos jornais e revistas “operam em um modelo ‘figital’, onde um canal direciona tráfego e interesse para o outro”.
Neste cenário, as bancas de jornais estão se reinventando. “Com a ampliação do alcance da internet e a divulgação e venda de jornais e revistas online, a procura por esses itens físicos despencou. Assim, vimos a necessidade de diversificar os produtos”, afirma Pablo Braga de Souza, dono da *La na Banca, em Vila Isabel.
Proprietário da Banca Verdun, no Grajaú. José Bruno Pereira de Araújo compartilha o entendimento sobre a necessidade de acompanhar a evolução. “As pessoas mais velhas, que tiveram o prazer de ler os jornais, as revistas e os livros estão partindo. Por outro lado, as novas gerações perderam o costume de consumir os impressos”, relata, afirmando: “O que não podemos fazer é descaracterizar. Fazer um bar dentro de uma banca, por exemplo. Tem que ter um jornal, uma revista...”
La na Banca (foto), em Vila Isabel, e na Banca Verdun (Grajaú) é possível encontrar exemplares d'O Tijolinho. Leia a íntegra da reportagem na edição Janeiro/Fevereiro do seu jornal de bairro. Acesse https://www.lufelix.com/projeto-tijolinho

*Uma correção: o nome da banca de Vila Isabel é La na Banca e não La Banca, como descrito na versão impressa do jornal.






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